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Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia: leia x assista para entender ainda mais a importância dessa luta

O Dia Internacional Contra Homofobia, Transfobia e Bifobia foi elegido em simbologia ao dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde, em 1990.

Nesta terça-feira (17) é comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. A data foi elegida em simbologia ao dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde, em 1990.

Essa data tem por objetivo conscientizar a sociedade sobre a luta contra a discriminação em relação à coomunidade LGBTQIA+. A homofobia, a transfobia e a bifobia consistem no ódio e repulsa que muitas pessoas sentem por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Atitude que deve ser combatida para que possamos formar uma sociedade que esteja baseada na tolerância e no respeito ao próximo, independente da sua orientação sexual.

O preconceito, o desrespeito e o ódio extremo que grande parte da sociedade deposita sobre as pessoas da comunidade LGBTQIA+ de forma gratuita, apenas por sua expressão e ou identidade de gênero, grande parte das vezes tornam-se fatais.

Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), divulgados em 2020, a cada uma hora uma pessoa é agredida devido sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Conselho Nacional de Saúde (Ministério da Saúde)

Com isso, esta data, além de ser uma oportunidade para a organização de atividades com a finalidade de promover a igualdade de direitos da comunidade LGBTQIA+ é também um incentivo a criminalização dos atos de homofobia.

Para que nossos leitores entendam ainda mais a importância desse movimento para de fato salvar vidas, trouxemos alguns livros e filmes que vão te conscientizar mais em relação a esta luta tão relevante. Confira no quadro Leia X Assista!

Leia

Invenções e descobertas que mudaram a vida dos LGBT+ e de como a sociedade os via

Sinopse: Existe alguma relação entre o estudo dos dinossauros e gays e lésbicas? Será que a descoberta das bactérias e dos vírus impactou na aprovação do casamento homoafetivo no decorrer dos anos? A invenção do avião e do trem ajudou a tornar as sociedades mais tolerantes? Embora estejamos acostumados a ver mudanças sociais por um viés político e econômico, neste livro ofereço ao leitor contar a história dos LGBT+ e de como a sociedade os via por meio de descobertas científicas e inovações tecnológicas. Estas coisas modificaram não só o modo como as sociedades se organizavam, mas também a maneira como as pessoas pensavam, o que nos traz uma instigante história de como cada elemento social se relaciona a vários outros, criando uma teia de relações que muitas vezes não conseguimos ver, mas que podem ser fascinantes.

Proteção de dados pessoais & inclusão LGBT: teoria e prática

Sinopse: Nunca se falou tanto sobre inclusão LGBT e compliance em proteção de dados. Porém, há um longo caminho para a transformação cultural que possibilite sua efetiva inclusão nas empresas, especialmente em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Diante da realidade social cada vez mais complexa em que os dados pessoais, inclusive de identidade de gênero e orientação sexual, são tratados e compartilhados de formas ilícitas e abusivas, é necessário adequar os processos de inclusão à proteção de dados, pois, caso sejam usados indevidamente, pode-se agravar vulnerabilidades e discriminações e causar impactos aos titulares de dados.

Com o objetivo de contribuir para a mudança da cultura cisheteronormativa e ainda incipiente quanto à proteção de dados, apresentamos nesta obra uma base teórica, empírica e prática sobre os dois temas. Na primeira parte, tratamos da inclusão LGBT nas empresas do ponto de vista constitucional, social e econômico, e propomos diversas ações inclusivas. Na segunda, abordamos a adequação da inclusão com a LGPD, com enfoque jurídico-doutrinário.

Afinal, promover inclusão LGBT e proteção de dados são caminhos necessários, vantajosos e associados. Dessa forma, além das sugestões de ações de inclusão, propomos diversas medidas de conformidade para que as empresas adequem a inclusão LGBT à Lei Geral de Proteção de Dados. Adicionalmente, sugerimos ao Poder Público diversas políticas voltadas à empregabilidade LGBT, que fariam enorme diferença.

Diversidade sexual na igreja: a luta pela inclusão LGBTQIA+ na comunidade crista

Sinopse: As crenças e os valores culturais da Igreja Católica, caracteristicamente heteronormativos em sua moral sexual, deixam sequelas profundas na sociedade. Sua postura de condenação à homossexualidade ainda se faz presente nas sociedades contemporâneas, disseminando uma cultura de discriminação, preconceito e violência. Aliados à luta por respeito e reconhecimento das pessoas LGBTQIA+, grupos católicos têm surgido no cenário da diversidade sexual. Este livro relata um estudo de caso de um desses grupos, em que a luta se configura na busca de pessoas pelo reconhecimento da identidade católica, sem que precisem abrir mão da identidade LGBTQIA+. Esta obra começa com uma revisão bibliográfica das questões de gênero e da diversidade sexual na sociedade contemporânea para, em seguida, analisar um pouco da história da homossexualidade no contexto da doutrina católica. Por fim, traz uma reflexão sobre a relação tão conflituosa entre a moral sexual católica e as pessoas que não aceitam viver uma identidade imposta pelo padrão heteronormativo vigente. O desejo desses grupos passa pelo reconhecimento como pastorais da diversidade sexual, o que significa acolhida e pertencimento na instituição Igreja Católica. Essa busca parece ainda fazer sentido nas sociedades contemporâneas, haja vista a falta de abertura da Igreja para o diálogo e para a acolhida da diversidade sexual, traduzidos na triste estatística de discriminação, preconceito e as diversas formas de LGBTfobia. 

O supremo Tribunal Federal e a Propriedade: um impasse para a comunidade LGBTI+ (União Estável o Casamento Civil)

Sinopse: Em maio de 2011, o STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar numa votação histórica, televisionada para o país e para o mundo, jogando luz no tema num tom acadêmico, mas com sensibilidade. É importante salientar que o Brasil é o país onde mais se mata LGBTI+ e o Estado não tem políticas públicas para enfrentar essa situação drástica e afronta aos direitos humanos. Este livro se debruça sobre essa votação histórica no STF, que acatou duas ações de objeto e pedido semelhantes: a ADPF 132 e a ADI 4277. Naquele momento, havia um clima mais democrático no país. Apesar disso, o Congresso Nacional nunca aceitou discutir o tema e se manteve silente na votação da Corte Suprema. O momento era outro: as pessoas tinham vergonha de se assumir conservadoras, optavam pelo silêncio e as agressões eram invisíveis, na calada da noite. Apesar do avanço, a união estável entre casais do mesmo sexo é juridicamente precária. Por essa razão, este livro tem o cuidado de esmiuçar o tema e propor alternativa que conceda a garantia de direitos. Vale observar que poucos escritores ousaram tecer críticas ao acórdão do Supremo Tribunal Federal. O mais contundente foi o Dr. Roger Raupp Rios, em contraposição à Dra. Maria Berenice Dias, que considera o acórdão uma vitória e acredita que os problemas estão sanados. É imperioso discutir o tema, pois ele se reflete sobre os direitos LGBTI+ e a reflexão é um ato de luta que precisa se concretizar todos os dias. Esse é o debate e o convite à ousadia.

Assista

Meninos não choram (Boys Don’t Cry, EUA,1999)

O longa de 1999 é baseado na história real de Brandon Teena, um garoto que nasceu em um corpo biologicamente feminino, mas se identifica com o gênero masculino. Durante a trajetória do personagem, ele encontra vários desafios por ser um transexual em uma pequena comunidade rural. O filme rendeu o Oscar de melhor atriz para Hilary Swank, que interpretou Brandon.

Assistir em: Star+

Orações para Bobby (Prayers for Bobby, EUA, 2009)

Bobby é filho de Mary Griffith, uma devota cristã da Igreja Presbiteriana que criou os filhos rigorosamente de acordo com os ensinamentos de Deus. Quando Mary escuta rumores sobre a homossexualidade do filho se nega a aceitá-lo e pensa que Deus e a Igreja podem curar seu filho. Diante de tamanha rejeição, o garoto acaba entrando em depressão e decide sair de casa. No desenrolar da história, Mary acaba encontrando um diário do filho e começa a entender o que passava em sua mente e começa a ver a vida com outros olhos.

Assistir em: Youtube

Hoje eu quero voltar sozinho (Brasil, 2014)

O filme nacional conta a história de Leonardo, um adolescente que luta contra dois tipos de preconceito. Leonardo é um adolescente cego que tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel chega em seu colégio, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Assistir em: Netflix, Telecine, Youtube

Garota Dinamarquesa (The Danish Girl, EUA/Reino Unido, 2015)

Na Copenhague de 1926, os artistas Einar e Gerda Wegener se casam. Gerda então decide vestir Einar de mulher para pintá-lo. Einar começa a mudar sua aparência, transformando-se em uma mulher, e passa a se chamar de Lili Elbe. Com o apoio, ainda que conturbado, da esposa, um Einar deprimido passa por uma das primeiras cirurgias de mudança de sexo da história para tentar se transformar por completo em Lili e recuperar o gosto pela vida.

Assistir em: Youtube, Amazon Prime Video.

A homofobia, transfobia e bifobia matam todos os dias, por isso não somente neste dia, mas em todos os dias seja contra esses preconceitos que tentam deslegitimar a existência e luta da comunidade LGBTQIA+ pelo direito a vida, ao respeito e a sociedade como seres sociais.

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