Blog da Editora Dialética

Escritor, Fernando Couto de Magalhães, publica a obra “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo”, ficção científica que conta a história de um paleoantropólogo brasileiro que viaja por diversas partes do mundo em prol de descobertas pré-históricas 

Fernando Couto de Magalhães possui formação em Comunicação Social, é Pós-Graduado em Ciências Humanas - História, Filosofia e Sociologia e possui cursos de extensão em universidades como Harvard e Universidade de Columbia nos campos da História da Globalização, Arqueologia e Museologia. Para o escritor, ser lançado no Brasil como autor de ficção científica é uma realização “incrível”.

Os livros são objetos capazes de transportar o leitor para outro universo apenas com o passar de uma página. Em se tratar especificamente do gênero ficção científica, esta viagem vem regada de possibilidades. O leitor pode de repente se ver em um futuro muito a frente do seu tempo com carros voadores, robôs como melhores amigos ou uma simples e confortável viagem de trem para Marte, tudo é consideravelmente possível. Além disso, ainda é possível encontrar corpos extremamente antigos, mapas de tesouros ou ossadas de animais de milhões de anos, abrindo uma instigante porta de descobertas entre o presente e o passado. E é exatamente nesta mistura que se baseia o livro “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo”, do escritor Fernando Couto de Magalhães.

O livro é uma produção detalhada que conta a história de um antropólogo brasileiro de pouco mais de 30 anos que vive em São Paulo, em um apartamento localizado na Avenida Paulista. O paleoantropólogo, Charles Capucci, estuda a pré-história há anos e em um determinado momento ele é convocado para participar de um grupo de cientistas que está investigando o aparecimento de diversas criaturas pré-históricas. Dado isso, a partir do “sim” de Charles para o inesperado convite o leitor embarca junto ao protagonista em uma bela história com um enredo incrível, cheio de mistérios e descobertas. 

A obra que se passa no Brasil, em sua maioria, apresenta diversas contribuições históricas e culturais, pois seu enredo abarca acontecimentos e descobertas em países como China, Itália e Mongólia. Fernando explica que seu objetivo com este livro é explorar uma das áreas do conhecimento pela qual ele é apaixonado, que é a pré-história. 

“É uma área que eu sou apaixonado e a gente conhece muito pouco e tem muito pouca coisa publicada em questão de ficção, a gente deve ter alguns livros do tema, mas eu acho que é isso, eu quis explorar algo que é pouco explorado.”, relata o escritor. 

Outro ponto muito relevante para a construção do “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo” é o fato que Fernando, direta e indiretamente, buscou conhecer os lugares dos quais ele cita na obra. A China, por exemplo, um dos países abordados no livro, ele conta que nunca visitou, mas uma amiga sua sim. Então ele coletou dela todas as informações para inserir em seus capítulos e proporcionar uma experiência diferenciada para o leitor.

Além disso, para tornar seu livro ainda mais único, Fernando buscou fugir dos estereótipos, retratando muitos personagens e acontecimentos de uma maneira diferente da que geralmente se imagina quando se pensa em pré-história. 

“O Charles passa uma noite em uma aldeia neandertal, isso para mim foi o mais fantástico, porque foi o tema do meu artigo e eu coloco os neandertais bem diferentes do que o que a gente imagina, eu tive que criar uma cultura neandertal, como eles se comportam, como eles falam, a voz anasalada, ele (Charles) tentando entender. Eles têm uma linguagem falada, não são brutamontes. Eu forcei a barra para apresentar um homem pré-histórico diferente, muito mais desenvolvido, mais inteligente, isso acho que foi o que eu mais gostei do livro”, comenta Fernando sobre o que mais o marcou na escrita desta obra.

Fernando nos explica que a escrita deste livro se deu em um momento extremamente delicado da sua vida em que ele descobriu uma das doenças mais cruéis e cada vez mais recorrente entre a humanidade, a depressão. O escritor expõe que ao mesmo tempo em que foi desafiadora a descoberta da doença, a vontade de escrever essa história em meio a tudo que ele estava passando foi no mínimo interessante.   

“Foi um meio de desviar das coisas que estavam acontecendo. Eu comecei a escrever uma história que era o contrário do que eu tava passando, e ao mesmo tempo que eu tava preso e enclausurado numa situação eu comecei a escrever uma história em que eu saía, explorava os países, viajava, eu pegava um avião e ia para um país procurar e explorava uma descoberta através dos personagens”, ressalta Fernando. 

Dado isso, para o escritor, ser publicado como um autor de ficção científica é algo que ele denominou como “incrível”, pois, para além da questão curricular e da oportunidade de palestrar e passar o seu conhecimento de maneira linear para outras pessoas, que é algo que Fernando adora, é principalmente a oportunidade de promover uma maior visibilidade para este gênero no Brasil. 

Como o próprio escritor afirma, o Brasil não tem tradição de consumir a literatura do gênero ficção científica e essa é uma realidade que desestimula muitos escritores. Assim, por mais que haja muitos autores que se dedicam à escrita deste gênero no país, ainda é muito pouco. Este fato é algo que o autor frisa no começo do livro “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo” com grande naturalidade. Com isso, Fernando afirma que poder contribuir para uma mudança nesse sentido é um dos seus maiores desejos com a publicação desta obra. 

Eu gosto de poder educar e levar informações e conhecimentos que muita gente pode não ter, principalmente sobre a história do planeta, que acho uma coisa fantástica e muito maior do que a gente imagina

Fernando Couto de Magalhães possui formação em Comunicação Social, é Pós-Graduado em Ciências Humanas – História, Filosofia e Sociologia e possui cursos de extensão em universidades como Harvard e Universidade de Columbia nos campos da História da Globalização, Arqueologia e Museologia / Foto: Arquivo Pessoal.

Fernando começou a escrita da obra de ficção científica  “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo” no começo de 2019 e em alguns meses a parte escrita do livro estava finalizada, mas com o surgimento da pandemia da Covid-19 a obra ficou guardada. Assim, mesmo com o apoio principalmente da sua namorada, Amanda, para o trabalho de publicação o escritor teve que esperar um pouco mais antes de iniciar o sonho que começou como uma válvula de escape. 

O autor nos conta que em meio a este período ainda vigente da pandemia ele teve que realizar um trabalho para sua pós-graduação e resolveu fazê-lo com foco na Paleoantropologia, onde estudou a evolução humana, dentre outras coisas. Fernando afirma que o artigo foi efetuado em parceria com “Um professor e arqueólogo fantástico, escrevi um `calhamaço` de folha que foi muito bem avaliado, tirei nota máxima, fui super elogiado. Eu fui meio que seguindo a linha do livro”. A partir disso, o autor resolveu unir uma produção a outra no início de 2022, ano em que a publicação de fato ocorreu. Para tanto, o escritor relata que se dedicou a revisão da obra, tanto que chegava a passar cerca de 5 horas por dia juntando toda essa informação.

Fernando é apaixonado pelos filmes, livros e conteúdos de ficção científica desde sempre. Ele relata que a obra “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo” foi uma produção muito prazerosa, pois traz referências de autores e obras que ele sempre admirou, como “O Cosmos”, de Humboldt, O Mundo Assombrado por Demônios, de Carl Sagan e Ann Druyan,  O Universo Numa Casca de Noz e Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking, Jurassic Park, dentre outros. 

Eu gosto muito de ler ficção científica e aventura e fui muito motivado nessa área por, por exemplo, Indiana Jones e escrever esse livro foi como viver isso. Você guarda na cabeça como se fosse uma memória

Fernando Couto de Magalhães

Além de tudo, a família de Fernando, em especial o avô a quem ele dedica a obra e um parente chamado Couto de Magalhães, que ele conheceu apenas pela importante contribuição para a escrita do século XIX, foi outra grande influência para o autor. 

“Acho que Couto de Magalhães foi uma referência para mim de falar ‘Nossa, acho que eu vou sentar e escrever, porque o cara foi fantástico, viveu 12 anos em aldeias indígenas e fez muita coisa legal e muita contribuição’”, reitera Fernando. 

Ao chegar nesta parte da matéria, os leitores já devem saber que podem esperar muita aventura do livro de Fernando. No entanto, o escritor faz questão de enfatizar que  os leitores devem esperar também muito aprendizado, pois os personagens foram desenvolvidos de maneira a passar conhecimento verdadeiro. Por essa razão o leitor deve, além de esperar uma aventura cheia de mistério, estar pronto também para muitas informações instigantes sobre a pré-história e as fascinantes criaturas pré-históricas. Mas no geral, o escritor afirma que a palavra chave desta obra é de fato a “aventura”. 

“Eu gosto muito dessa palavra, ainda mais a gente que vive preso em cotidiano, rotina, que espere uma aventura, espere sair da zona de conforto e explorar, descobrir”, ressalta o escritor para o seu leitor. 

Em relação aos pontos negativos do trabalho de publicação, o autor afirma que toda a parte burocrática da publicação foi algo bem desgastante. Ele cita como exemplo desanimador a falta e a demora no retorno das editoras e destaca que o fato de a Dialética dar um retorno rápido foi um dos motivos de ter publicado com a editora.

“Quando a Dialética deu retorno, a gente gostou mais dela, eu gostei bastante dessa coisa de imprimir por demanda, não precisar fazer lote, eu achei isso muito interessante”, afirma o autor. 

Motivação para o tema do livro

Fernando comenta que para ele a temática trazida no livro  “Instituto Hawkins e as anomalias do tempo” é ainda pouco explorada. Ele buscou desenvolver sua obra especificamente sobre esse tema, pois segundo o escritor  “as pessoas nem imaginam a dimensão da história do nosso planeta e a pequenez da nossa existência nele”. Sendo assim, o autor apresenta em seu livro elementos desconhecidos por muitos, mas interessantes o bastante para chamar a atenção e fazer com que as pessoas se interessem por pesquisar e saber mais, como o Período  Carbonífero, por exemplo, que contribuiu para a formação de muitos elementos utilizados até hoje. Fernando quer fazer o leitor explorar o inexplorado e para isso se valeu também de imagens em seu livro.

Nesse sentido, o autor já nos esclarece que sua obra terá uma segunda edição, podendo chegar até mesmo a uma quarta edição, já que o tema possui uma infinidade de conteúdos que podem ser registrados e tratados de diversas maneiras. A segunda edição da obra, que já está em andamento, o autor conta que envolverá civilizações antigas como os gregos, por exemplo. 

Sobre o autor 

Fernando Couto de Magalhães possui formação em Comunicação Social, é Pós-Graduado em Ciências Humanas – História, Filosofia e Sociologia e possui cursos de extensão em universidades como Harvard e Universidade de Columbia nos campos de História da Globalização, Arqueologia e Museologia. 

Embora seja apaixonado por essas áreas, Fernando atuou por  mais de 10 anos em agência de publicidade com Marketing Digital, experiência que o escritor afirma lhe dar uma certa facilidade com a promoção do próprio livro. 

Além de tudo, o escritor trabalha fazendo reproduções de arte antiga e nas horas vagas pratica outra de suas muitas paixões que é lecionar capoeira.

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