Blog da Editora Dialética

Terceira edição do livro “Americanidade: passaporte para a integração (Mercosur – Ñemby Ñemuha)”, do jornalista Aylê-Salassié Filgueiras Quintão, é publicada pela Editora Dialética

Aylê-Salassié Filgueiras Quintão é um Jornalista conhecido por trabalhos tanto no Brasil quanto no exterior e dentre muitas aptidões, atividades profissionais e formações, é doutor em História Cultural pela Universidade de Brasília - UnB, onde também atuou como professor, é Mestre em Comunicação e Especialista em “Commodities”, pela  Business School da City University de Londres.

O livro Americanidade: passaporte para a integração (Mercosur – Ñemby Ñemuha), que está em sua terceira edição, dessa vez pela Editora Dialética, como disposto na sinopse, é um trabalho que tenta identificar matrizes e matizes culturais, econômicos e políticos configuradores de um sentimento patronímico – nem sempre explícito – que permeia as relações entre os povos e países da América. A obra é fruto da tese de doutorado de Aylê-Salassié Filgueiras Quintão, Jornalista conhecido por trabalhos tanto no Brasil quanto no exterior e dentre muitas aptidões, atividades profissionais e formações, o profissional é doutor em História Cultural pela Universidade de Brasília – UnB, Mestre em Comunicação e Especialista em “Commodities”, pela  Business School da City University de Londres.

Aylê-Salassié lembra com afabilidade os 44 anos em que atuou na Universidade de Brasília – UnB, período que englobou sua vida como estudante. Ele expressa um extremo respeito pela instituição, fato que resultou em um livro sobre sua experiência neste lugar que carinhosamente o escritor chama de lar. Além disso, o jornalista fala com grande afeição também sobre a Universidade Católica de Brasília, na qual atuou como docente por 15 anos.

Na UCB, o jornalista destaca alguns projetos e publicações, como a Desprovincialização, que teve por característica a mobilização de equipes de alunos de jornalismo para cobrir as Olímpiadas de Atenas, Pequim e Londres, a Sustentabilidade, voltada para a cobertura de questões indígenas e ambientais na Amazônia, além de outros trabalhos, como:

O Aprendizado osmótico nas redações, um estudo sobre a importância do aprender fazendo de verdade, a “cultura e integração” nos Jogos Indígenas: conceituação para a cobertura jornalística, a educação informal produzida cotidianamente pelo jornalismo na sociedade e a agenda positiva na Política – Cobertura da vida cotidiana no Congresso Nacional, com estudantes de Jornalismo“, exemplifica o jornalista.

Somada a relevante trajetória acadêmica, Aylê-Salassié possui também um currículo amplo voltado para as atividades como jornalista e escritor. Como jornalista, ele trabalhou nos veículos Folha de São Paulo, Última Hora, Rádio Jornal do Brasil, Diário Popular de São Paulo, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Diário da Manhã e Revista Afinal. Ademais, editou, durante quinze anos, a revista Brasil Florestal e prestou consultoria para a TV Amazonsat.

Nós, eu, o chefe da sucursal em Brasília e o dono do Canal (Felipe Dahal) e um de seus filhos, chegamos a transforma-lo no primeiro canal de ‘Desenvolvimento Sustentável’ do Brasil. Tinha audiência em toda a Amazônia. Funcionou assim por quase dois anos, mas o governo não embarcou no nosso projeto, e o canal, para sobreviver, teve de voltar a ser financiado comercialmente pelas empresas da Zona Franca“, relata o jornalista sobre o período de trabalho na TV Amazonsat.

O jornalista teve ainda a oportunidade de viajar pelo Brasil, conhecer as Américas e outros continentes. Aylê-Salassié trabalhou como enviado especial e foi correspondente em Londres por dois anos. Somado a tais fatos, o pesquisador atuou como repórter setorista em Brasília e durante anos dedicou-se, com prioridade, às áreas de economia, relações internacionais e meio ambiente. Atualmente, além da publicação de livros, ele se dedica a escrita para blogs e para o Linkedin.

A motivação para esse livro, o pesquisador conta que partiu de um interesse pulsante que ele sempre teve pelas questões políticas e etnográficas. O jornalista relata ainda que se interessou pela  militância política, chegando a participar de mobilizações no Uruguai ainda durante a graduação e, já formado, a profissão e a vida pessoal contribuíram para o seu desenvolvimento no trabalho de campo na área da etnografia.

Minha mulher era uma arquiteta paisagista (Landscape Ecology) do cenário natural, e visitei com ela, de mochila nas costas,  parques nacionais em diversos países do Continente. Ela pensava na natureza, eu na política e na etnografia“, conta Aylê-Salassié.

Já em se tratar da carreira como escritor, Aylê-Salassié possui  uma gama de publicações compostas pelos artigos “Ecologia e Desenvolvimento”, “Brasil Florestal” (editor), SUINDARA (Academia de Letras de Governador Valadares-MG), “Política Democrática” (PPS), Humanitas (Unisinos) e Diálogos (UCB), além dos dez livros publicados, dentre eles as três edições da obra Americanidade: passaporte para a integração (Mercosur – Ñemby Ñemuha), que chegou a ter uma publicação em alemão. 

O livro de mais de 500 páginas é uma obra extremamente bem fundamentada com oito capítulos detalhados que abordam desde o surgimento até as inflexões do Mercosul. A obra é uma contribuição no que diz respeito a identidade. O autor conta que “É lisonjeiro acreditar que estou dando uma contribuição para a integração e, sobretudo, para a identidade comum dos povos do continente“.

Nesse sentido, o pesquisador, sempre com muito a escrever, relata que inicialmente “Americanidade: passaporte para a integração (Mercosur – Ñemby Ñemuha)chegou a possuir cerca de 1.200 páginas que foram revisadas e retiradas da versão final ao longo das suas publicações. 

Foi a minha querida orientadora, Maria Tereza Negrão de Mello, que conteve meu ímpeto produtivo. Ela ia cortando, cortando, cortando até que um dia ela cortou 200 páginas de uma só vez. Levei o maior susto. Depois o Senado cortou mais 100“, explica o jornalista.

O Mercado Comum do Sul – Mercosul foi fundado por quatro países, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, em 1991. Entretanto, é fruto da iniciativa de José Sarney, presidente do Brasil no período, e Raúl Alfonsin, ex-presidente da Argentina. Neste sentido, por ser uma pesquisa voltada para essa temática publicada primeiramente na Editora Senado, a obra “Americanidade” teve o próprio José Sarney como prefaciador.

É um trabalho de grande fôlego, que envolveu certamente um gigantesco esforço de pesquisa e uma análise do que aconteceu. Temos, com ela, mais um instrumento para o estudo das relações do bloco e seu futuro“, registrou o ex-presidente José Sarney sobre o trabalho realizado por Aylê-Salassié (Prefácio, p. 12)

Quando terminou o Doutorado, Aylê-Salassié viu que a Editora Senado estava editando uma coleção especial sobre cultura brasileira, mas não havia publicações parecidas com a sua análise “Americanidade”, então o jornalista relata que apresentou para eles a sua tese, aprovada e publicada em 2010. Em seguida, os pesquisadores das Edições Acadêmicas da editora OminiScriptum GmbBH, de Saarbruken, na Alemanha, descobriram o seu trabalho no arquivo de teses da Biblioteca da UnB e o convidaram para publicar uma segunda edição de “Americanidade”. 

O espírito modernizador, de acordo com Aylê-Salassié, foi o que ajudou a dissipar a cultura nativa na América. Tanto que ele confessa se assustar ao perceber como uma simples península europeia dominou um continente inteiro.

O que mais me marcou foi descobrir o caos identitário vivido pelos povos do continente, cujas tradições, mitos e práticas sociais foi sendo substituídas pelo colonizador e o cristianismo.

Aylê-Salassié Filgueiras Quintão é um Jornalista conhecido por trabalhos tanto no Brasil quanto no exterior, que dentre muitas aptidões, atividades profissionais e formações, é doutor em História Cultural pela Universidade de Brasília – UnB, onde foi também professor, é Mestre em Comunicação e Especialista em “Commodities”, pela  Business School da City University de Londres. / Foto: Arquivo Pessoal.

Aylê-Salassié é o quarto filho de uma família de origem piraubana, da cidade de Piraúba-MG. O pesquisador conta que seu pai, profissional da carpintaria, sempre sonhou em ver seus filhos formados. O que de fato todos conseguiram, mas não durante os anos de vida do pai deles. Por essa razão, Aylê-Salassié afirma que publicar mais uma obra é uma realização profissional que ele dedica a sua cidade e ao pai, que, segundo o jornalista, encontrou muitas dificuldades em manter ele e os irmãos na escola. 

Essas edições seguidas do ‘Americanidade’, com a qualidade impressa nesta edição pela Dialética, me deixa muito feliz, porque, para além de ser uma tese, é uma causa“, defende Aylê-Salassié.

O  nomadismo pela América Latina teve mais influência na decisão de Aylê-Salassié em escrever o livro “Americanidade” do que de fato os autores com obras publicadas na área. O pesquisador chegou a cobrir a Fundação Nacional do Índio – FUNAI durante cinco anos como repórter da Folha de São Paulo e esteve no Uruguai, na sede do Mercosul onde teve a oportunidade de entrevistar embaixadores argentinos sobre o funcionamento do acordo. Somado a isto, Aylê-Salassié pôde participar de seminários sobre a América Latina. Oportunidades que para ele configuraram um momento intenso expresso de maneira prazerosa em seu livro.

No entanto, o pesquisador não descartou a contribuição de obras de outros autores para a realização do seu livro. A obra Americanidade: passaporte para a integração (Mercosur – Ñemby Ñemuha) possui cerca de 21 páginas de bibliografia, que incluem excelentes analistas e historiadores, dentre eles, José Veríssimo, Ana Rosa Ramos, Norman Fairclough, Stuart Hall, Mariátegui José Carlos, Eduardo Prado, Michel Pêcheux e Zilá Bernd, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, a qual o pesquisador afirma ser sua grande inspiradora.

Munido de um talento extremo para a escrita, o autor comenta que os temas às vezes vêm à cabeça e afloram, tornando impossível resistir a uma nova escrita, então o que resta é escrever. O pesquisador já conta com cerca de quatro livros em estado de conclusão e terminou recentemente outro que já está em ponto de ser revisado.

Não escrevo para ninguém, escrevo para eu entender este mundo  no qual estou inserido como cidadão e sujeito. 

Aylê-Salassié Filgueiras Quintão.

Neste sentido, em relação a uma possível quarta edição de “Americanidade”, Aylê-Salassié nos conta que não possui  expectativas específicas sobre a obra, mas está feliz em ver o tema novamente pautado para os brasileiros, principalmente por meio da Editora Dialética.

A Editora Dialética é a maior editora acadêmica do Brasil e, além de ter um time de consultores editoriais especializados para sanar todas as dúvidas dos autores, conta com um Conselho Editorial de referência nacional e internacional responsável por analisar as obras enviadas para a empresa.

A Dialética é uma editora conhecida e respeitada. Confesso que senti até uma lisonja pela consulta de vocês sobre o ‘Americanidade’. No início da nossa relação, vocês se comprometeram a publicar o livro em 60 dias“, relata o escritor.

Somado a isso, a Dialética busca o melhor para os seus autores e suas obras, portanto, os livros desses escritores são finalizados em até 60 dias após o envio final do texto e benefícios como rapidez na entrega, direitos autorais justos e preços mais baixos para a publicação são algumas das preocupações da editora.

O desenvolvimento do livro “Americanidade

Por mais que os autores tenham aptidão, amor e muito conteúdo para escrever, a escrita nem sempre é uma tarefa fácil, até mesmo escritores extremamente experientes, como é o caso de Aylê-Salassié, enfrentam desafios em algum momento durante a produção de sua obra. 

O momento mais angustiado talvez tenha sido o início. Apresentei o trabalho de qualificação, mas não tinha ideia ainda da metodologia. Comecei a escrever o trabalho e cheguei a cerca de 200 páginas sem ter definido a metodologia. Lia, pesquisava, consultava os colegas, e não chegava a lugar nenhum“, expõe o pesquisador em relação aos desafios que enfrentou na escrita de “Americanidade“.

Entretanto, mostrando que a inspiração pode reaparecer de qualquer lugar ou situação, o pesquisador afirma que a resolução para este problema aconteceu de maneira um pouco inusitada. Ele começou a sonhar com uma metodologia, o que despertou o sentimento de que algo o estava ajudando, ele chegou a associar o ocorrido ao seu pai que naquela época já havia falecido. Com isso, Aylê-Salassié relata que chegou, inclusive, a consultar um espiritualista, mas não descobriu a origem de tal fato. O que se sabe é que naquela mesma semana ele conseguiu escrever 60 páginas da metodologia de “Americanidade”, que é atualmente uma obra extremamente relevante.

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